Investigação aponta venda e compartilhamento de vídeos de estupro de menina de 12 anos no Rio
16/05/2026
(Foto: Reprodução) Vídeos em alta no g1
A Polícia Civil do RJ afirma que o vídeo do estupro coletivo de uma menina de 12 anos em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, teria sido vendido. Além disso, os agressores também gravaram uma comemoração após cometerem o abuso.
O crime aconteceu no dia 22 de abril, mas só veio à tona semanas depois, quando vídeos da violência começaram a circular nas redes sociais e chegaram até a mãe da vítima.
Segundo as investigações, a estudante foi atraída até a casa de um jovem com quem mantinha um relacionamento. No local, outros 7 adolescentes já a aguardavam. De acordo Fernanda Caterine, delegada responsável pelo caso, a situação foi planejada:
“Ela não sabia, foi tudo premeditado, armado pelo namorado dela. Chegou, foi surpreendida e submetida a esse ato sexual, agressões, ofensas durante esse ato”, afirmou.
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A vítima foi cercada, agredida e violentada pelo grupo, enquanto o crime era filmado. Após o ataque, a menina voltou para casa, mas não contou o que havia ocorrido por medo e vergonha. O caso só foi denunciado quando as imagens começaram a se espalhar.
Sede do IML de Campo Grande
Reprodução/TV Globo
A polícia também investiga a divulgação e até a comercialização desses vídeos. Segundo a delegada, um dos adolescentes teria vendido o material por um valor simbólico. “Um deles estava vendendo por R$ 5. Quer dizer, a imagem dessa menina, a intimidade dessa menina valia R$ 5”, destacou.
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A adolescente foi atendida na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Campo Grande, onde prestou depoimento. Ela também passou por exame de corpo de delito e recebe acompanhamento. A delegada ressaltou o suporte oferecido à vítima:
“Essa menina recebeu todo cuidado. Ela vai ter acompanhamento médico, psicológico e também do conselho tutelar”.
A Justiça determinou a apreensão e a internação provisória dos oito adolescentes envolvidos, com idades entre 12 e 16 anos. Até agora, seis foram apreendidos e dois seguem sendo procurados. Também foi autorizada a apreensão de celulares e computadores usados pelos suspeitos, que serão analisados para aprofundar as investigações.
A delegada ainda destacou a gravidade do caso e a expectativa de responsabilização: “Eu não tenho palavras para descrever. Nós somos mães, pais, e espero que esses adolescentes sejam responsabilizados”.
As investigações continuam para identificar todas as circunstâncias do crime e possíveis envolvidos na disseminação das imagens. A TV Globo não conseguiu contato com as defesas dos menores.